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segunda-feira, 17 de outubro de 2011

Terminal

Mas tenho um medo de morte
De me deixar de surpreender
De não parar de sofrer
De me perder da sorte

No ser humano um animal
Na sociedade um inferno
Para mim já tudo é banal
Até o meu suicídio eterno

Sei que acabo
Não sei quando
Nem se às minhas custas

Sei que acabo
Não sei quando
Nem se às minhas custas

É sabido que tudo é sofrimento
E que tudo tem um inevitável final
Mas se a vida é um só momento
Porque haverei eu de ser normal?
E é assim que definho neste firmamento...
Neste firmamento desnatural.

E se a vida é a porra de um momento
Para quê ser bom?
Para quê ser mau?
Para que ser igual?
Para que ser diferente?
Para quê isto?
Para quê aquilo?

Afinal de contas,
Para quê existir?

Sou sombrio
Para um sortudo vivente
Que morre e perde o brio
Na (tão falada) sorte eminente

E contínuo...
Para quê estar vivo?
E porque não estar morto?
O meu corpo é só o abrigo
Deste pensamento torto

Alguém que me explique
Alguém que me faça entender

Talvez acabe como tu
Habituado e inconformado

Talvez acabe como tu
Jovem e idolatrado

Talvez te conheça aí
Talvez desapareça daqui
Talvez tu me expliques
Talvez apenas precise de ti

Franz

sexta-feira, 14 de outubro de 2011

Humus sapiens sapiens

Nascemos.
Vivemos.
Morremos.

Quimicamente:
Átomos iguais.
Biologicamente:
Células iguais.
Socialmente:
Animais canibais.

«Mais que o outro»
É o desejo comum.
O de ser monstro
Em eterno jejum.
Tanta a maldade
Na mente humana
Fugida da igualdade
Perante Brahma.

Desumanidade dum sacana, digo eu.

Franz

Somos todos feitos da mesma matéria, camaradas.

terça-feira, 11 de outubro de 2011

Re-Bloom

Liberdade Total
Liberdade Parcial
Encarceramento

Saio do seio materno
Ansioso por liberdade
Mas acabo subalterno
À sistemática sociedade.
É aí, no ciclo do inferno
Repleto de desigualdade,
Nesse sofrimento eterno
Que nasce a irmandade.

Do ir além.
Do praticar o bem.
Do ser alguém
Sem pisar ninguém.

Utopia?
Só se vocês quiserem.

Francis
 

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